terça-feira, agosto 22, 2017

Procuradores do Brasil apresentam acusação contra ex-presidente da Petrobras

Procuradores do Brasil formalizaram esta terça-feira as acusações de corrupção e branqueamento de capitais feitas contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.
Procuradores do Brasil formalizaram esta terça-feira as acusações de corrupção e branqueamento de capitais feitas contra o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, envolvido nos casos de corrupção da Operação Lava Jato.
Segundo o promotor Athayde Ribeiro Costa, o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil recebeu o equivalente a mais de 950 mil dólares (807 mil euros) em subornos da construtora Odebrecht em troca de favores. Ler mais 

MDM exige demissão do edil de Nampula

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) exigiu esta terça-feira (22.08) a demissão de Mahamudo Amurane e da sua equipa. Edil já anunciou que não se candidata pelo MDM e promete novo partido para as eleições de 2018.
Está definitivamente declarado o "divórcio" entre Mahamudo Amurane, edil de Nampula, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o partido que apoiou a candidatura do mesmo nas eleições de 2013 e que venceu as últimas eleições municipais na região.
Os membros do MDM aproveitaram as festividades dos 61 anos da cidade de Nampula para exigir publicamente que o edil e a sua equipa se demitam. O anúncio foi feito pelo delegado desse partido, Luciano Tarieque.
"Quem governa aqui é o MDM. Usurpadores de poderes, traidores, gatunos, instrumentalizados e ladrões – todos fora!", gritou o delegado perante o público, o edil, membros do governo provincial e outros convidados.
Em entrevista à DW África, Luciano Tarieque disse que Mahamudo Amurane deve abandonar o poder porque, segundo diz, a lei já não o protege.
"Nós, como o MDM, afirmamos de viva voz que ele [Mahamudo Amurane] tem dias contados: ele sairá do poder. Violou as leis dos partidos políticos, das autarquias e da função pública", explicou Tarieque. Ler mais (22.08.2017)

Nampula: Amurane vai em breve anunciar o seu partido

Luciano Tárique, delegado político MDM em Nampula, afirma que Mahamudo viola o estatuto e regulamento do partido.
O presidente do Município de Nampula, Mahamudo Aamurane, vai em breve apresentar o seu partido político, sinal do fim das relações com o Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
A promessa foi feita hoje por aquele edil nas celebrações do 61º aniversário da cidade de Nampula, por ele dirigido desde 2014.
Amurane venceu as eleições como candidato do MDM, partido que na mesma altura passou a dirigir as cidades de Quelimane, Beira e Gurúè.
Alguns membros do MDM fizeram-se à Praça dos Heróis, durante a cerimónia para exigir a saída de Amurane da governação do município de Nampula.
Luciano Tárique, delegado político MDM em Nampula, afirma que Mahamudo violou o estatuto e regulamento do partido.
Mas Amurane diz que goza de liberdade política.
Com o seu novo partido, Amurane tem planos de se recandidatar à presidência do município.
Alguns munícipes de Nampula dizem que este ambiente azedo entre Amurane e o MDM afecta a governação municipal.
Para eles, o facto de Amurane não ter o apoio dos membros da assembleia municipal vai levar à reprovação devários projectos de desenvolvimento da cidade.
Por outro lado, alguns dizem que progresso da cidadede Nampula é visível. Outros criticam o facto de tal estar concentrado no centro, que concentra poucos moradores
Amurane diz que no tempo que resta da governação será priorizada a requalificação e construção de mercados, melhoria do saneamento básico, ordenamento territorial e conclusão de algumas obras.
As eleições autárquicas em Moçambique serão em 2018.

Fonte: Voz da América – 22.08.2017

segunda-feira, agosto 21, 2017

CIP descobre mais dívidas do Governo moçambicano

Centro de Integridade Pública (CIP) acusa Governo moçambicano de continuar a contrair empréstimos "sem nenhuma transparência" após escândalo das dívidas ocultas.
Numa análise intitulada "Governo continua a contrair empréstimos sem nenhuma transparência", o Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP) acusa o Governo de ter contraído empréstimos sem o conhecimento do Parlamento, entre 2015 e 2016.  
O relatório publicado na terça-feira (15.08) pela organização não-governamental refere que as autoridades moçambicanas contraíram uma dívida de 4,4 mil milhões de meticais (61 milhões de euros) a favor da Administração Nacional de Estradas (ANE) e de 3,1 mil milhões de meticais (43 milhões de euros) para o Porto de Pesca da Beira, junto do EximBank da China.
O CIP afirma que chegou a esta conclusão ao comparar a Conta Geral do Estado de 2016 (CGE) com o Relatório de Execução Orçamental (REO) do mesmo ano, ambos publicados no portal da Direção Nacional do Orçamento do Ministério da Economia e Finanças. Ler mais (Deutsche Welle)

quinta-feira, agosto 17, 2017

Polícia sem evidências contra cidadãos por si assassinados na Matola

A Polícia da República de Moçambique (PRM) insiste em afirmar que os sete indivíduos por si executados na noite da última sexta-feira (11), no município da Matola, província de Maputo, são bandidos perigosos, mas não apresentou nenhuma prova consistente.
Segundo Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da PRM, neste momento “decorre um processo de levantamento do cadastro” sobre os visados.
Contudo, não restam dúvidas de que se travava de uma quadrilha perigosa que aterrorizava cidadãos, sobretudo na província de Maputo, disse o policial, ajuntando que há bastante tempo a Polícia estava no encalço da gangue para a devida responsabilização.
Nunca houve intenção por parte da corporação de tirar a vida de qualquer que fosse o cidadão, explicou Inácio Dina, para quem a intenção era deter os malfeitores e conduzi-los ao tribunal.
Em relação ao indivíduo foragido, as buscas prosseguem com vista a neutralizá-lo para que ajude a esclarecer o caso.
Falando a jornalistas num briefing sobre a segurança e ordem pública no país, o agente da Lei e Ordem disse ainda que a PRM está a trabalhar em coordenação com o Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER) para saber a proveniência da viatura em que os finados se faziam transportar.
Trata-se de um minibus com a matrícula AEP 540 MP, destinado ao transporte semi-colectivo de passageiros, e que operava na rota T3/Marracuene.
O facto de os malogrados terem supostamente disparado contra os agente da Lei e Ordem, significa a atirar contra o Estado e “tinha que se responder mas, infelizmente, perderam a vida”.
Este é mais um acto, na perspectiva da opinião pública, que dá indícios de que a PRM tem licença para matar [segundo a Amnistia Internacional] e a responsabilização é deveras fraca.

Fonte: @Verdade – 16.08.2018

Dhlakama começa a acantonar tropas e a desmilitarizar a Renamo

Líder da oposição garante à VOA que seus homens vão integrar o exército nacional

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, revelou que vai iniciar a “acantonar” e a “desmobilizar” o seu braço armado para a composição de um exército unificado, que deverá servir os interesses da segurança do país e “não partidários”, evitando assim golpes de Estado, emboscadas e outros atentados à segurança de Moçambique.
Em declarações à VOA a partir da serra da Gorongosa nesta quinta-feira, 17, Dhlakama disse que o encontro com o presidente moçambicano, Filipe Nyusi garantiu consensos e revelou que vai deixar as matas a seguir ao anúncio da data das eleições gerais, que deverá ser em Abril de 2018.
O líder do maior partido da oposição em Moçambique avançou que, até Dezembro, uma lei de descentralização deverá dar entrada na Assembleia da Republica, dando lugar à revisão da Constituição da Republica, que vai reduzir os poderes do Chefe do Estado na nomeação dos governadores provinciais.

Fonte: Voz da América - 17.08.2017


sexta-feira, agosto 11, 2017

Coligação cívica prepara acção contra instituições moçambicanas por não ceder informações

Parlamento e os ministros da Saúde e do Interior são alguns dos visados
Uma coligação cívica moçambicana constituida por 10 organizações está a preparar uma acção judicial contra 10 instituições, na sua maioria públicas, incluíndo o Parlamento, por se terem recusado a fornecer informação relevante, evocando o segredo de Estado.
A coligação, coordenada pelo Centro de Estudo e Comunicação Sekelekani, fez 10 pedidos de informação a igual número de instituições, mas apenas três responderam e as outras sete mantiveram-se no silêncio absoluto, incluíndo o Parlamento.
Para o director do Sekeletani, o jurista e jornalista Tomás Vieira Mário, isso é preocupante porque viola a lei do direito à informação, curiosamente, uma das poucas leis que foram aprovadas por consenso entre as três bancadas parlamentares, "o que devia significar que as três bancadas estão conscientes da importância desta lei".
"A nossa análise é que as instituições não estão preparadas para um Estado democrático como é o moçambicano, não estão preparadas para atender a perguntas dos cidadãos",destacou.
Entre as instituições a que foram feitos pedidos, figuram os ministérios da Saúde e do Interior.

Fonte: Voz da AMérica – 11.08.2017

quinta-feira, agosto 10, 2017

Manuel de Araújo encoraja PR e Dhlakama a prosseguirem com o diálogo

Edil de Quelimane defende inclusão e transparência no processo do diálogo para a paz
O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, encoraja o Presidente da República e o líder da Renamo a prosseguirem com o diálogo para a paz efectiva.
Contudo, De Araújo chama atenção para o perigo que pode ocorrer, se não forem envolvidos outros actores e defende o envolvimento de entidades independentes para monitorarem o processo.
“Quando são duas entidades, sem um mecanismo independente, sem inclusão e transparência, corremos o risco de daqui a um tempo voltarmos a uma situação de guerra”, referiu, acrescentando que o processo deve ser inclusivo e transparente.

Fonte: O País – 10.08.2017

quarta-feira, agosto 09, 2017

Os talentos que não se capitalizam

Há três semanas, quando sai da minha casa, em Nacala, ia à minha frente uma menina dos seus 12 a 15 anos de idade, suponho. Um pouco antes da EP2 Triângulo, em plena rua, estavam uns rapazes a jogar uma bola feita de sacos de plástico – a realidade moçambicana. A menina pegou na bola, deu uns tantos toques com os pés e finalmente umas cabeçadas. Todos ficamos de boca aberta.
Ela continuou a caminhar e lhe perguntei se jogava em alguma equipa o que disse que não. Sugeri-lhe que se desenvolvesse os seus talentos ela chegaria longe. Ela respondeu-me que não tinha nehuma esperança.
Recordei-me do João Murele, lá na escola de Simuria a quem chamávamos por Eusébio devido aos seus talentos futebolísticos, mas que morreu sem nunca se aproveitarem. E quantos morrem assim?
N.B: Tenho certeza que aquela menina, que por sinal perdeu um dos olhos, é bem conhecida por alguns professores de Nacala. Vamos capitalizar aqueles talentos!


Simango defende que paz continua ameaçada apesar de encontro entre Nyusi e Dhlakama

Simango acredita que encontro serviu apenas para a fotografia

O líder do MDM, Daviz Simango, minizou a eficácia da paz em Moçambique, como resultado do encontro entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, na serra da Gorongosa, em Sofala, defendendo que há caminhos e acções espinhosos por percorrer para garantir estabilidade e prevenção de conflitos.
“A nossa paz continua ameaçada, porque os moçambicanos, ainda não estão informados, os moçambicanos ainda não estão envolvidos neste processo de paz”, disse Daviz Simango, líder do Movimento Democratico de Moçambique (MDM), segundo maior partido da oposição.
Simango, falando nesta segunda-feira, 7, na Beira, insistiu que a exclusão de outras forças políticas e da sociedade na busca pela paz, deixa apreensivos os moçambicanos e levanta dúvidas sobre o processo de normalização da vida política de Moçambique, e reiterou a necessidade de revisão da Constituição da República, para inclusão política e económica.

Falha mais uma vez a intenção de deixar cair Jacob Zuma

Depois de longas horas de votação secreta sobre a moção de não-confiança contra o presidente sul-africano, o resultado final foi como um banho frio para os oponentes do Presidente.
Mais uma vez, Jacob Zuma conseguiu sobreviver a oitava tentativa de destituição. Mesmo com 30 votos dos deputados do ANC, a oposição não conseguiu reunir os 201 votos necessários para a queda de Jacob Zuma.

Fonte: O País – 09.08.2017