quinta-feira, janeiro 18, 2018

Organização denuncia alegado apoio de jornalistas a candidatura autárquica em Moçambique

Uma organização de defesa da liberdade de imprensa denunciou hoje um alegado apoio de jornalistas a um candidato às eleições autárquicas intercalares em Nampula, norte de Moçambique.
"O Instituto de Comunicação Social da África Austral em Moçambique (Misa-Moçambique) entende que os jornalistas não podem apoiar nenhuma candidatura ou partido político", refere-se num comunicado da instituição.
Em causa, está um encontro que Amisse Cololo, candidato da Frelimo à presidência do município, manteve na quarta-feira com várias figuras em Nampula, entre as quais jornalistas, que, segundo o Misa-Moçambique, manifestaram o seu apoio ao cabeça de lista.
Para o Misa-Moçambique, esta posição viola o Código de Conduta de Cobertura Eleitoral, um documento produzido na África do Sul em 2012 e que foi assinado por vários órgãos de informação moçambicanos.
A organização lembra ainda que em 2009 assinou um memorando com o Sindicato Nacional de Jornalistas que contemplava oito valores na actuação da imprensa em Moçambique, entre os quais a independência e imparcialidade.
O Misa-Moçambique distancia-se da posição dos jornalistas que assumiram o apoio à candidatura da Frelimo e informa que esta posição não representa nem vincula os jornalistas moçambicanos", concluiu a instituição.
Contactado pela Lusa, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, referiu que o candidato não pretendia influenciar os jornalistas que estavam no encontro no exercício das suas actividades.
"O candidato da Frelimo apenas pediu o apoio, tendo em conta o facto de que eles também vão votar nas eleições. Também defendemos a liberdade de imprensa e os princípios de independência e imparcialidade no exercício da actividade", afirmou o porta-voz do partido no poder em Moçambique desde a independência.

Fonte: otícias Sapo – 18.01.2018

Sociedade civil elogia convivência pacífica entre os partidos políticos


A “Sala da Paz”, uma plataforma de observação eleitoral composta por cerca de 10 organizações da sociedade civil, considera que a campanha eleitoral está a decorrer de uma forma ordeira e sublinha a convivência pacífica entre os membros e simpatizantes dos partidos políticos concorrentes.
A plataforma destaca ainda a presença de agentes da PRM nas caravanas dos concorrentes, mas faz notar que o PAHUMO, partido que suporta a candidatura de Filomena Mutoropa, a reclamou falta de Polícia.
“Verificou-se também que tem havido o cumprimento do horário para a campanha estabelecido por lei. Houve um grande esforço para se manter o equilíbrio na cobertura da campanha na maior parte dos órgãos de comunicação social”, refere a “Sala da Paz”, num comunicado enviado ao jornal O País. Ainda na avaliação do desempenho dos media, a plataforma escreve que constatou aquilo a que chama de “um certo desequilíbrio” nos órgãos do sector público, mas não desenvolve a alegação.
A avaliação, que reporta constatações feitas de 10 a 15 de Janeiro, fala também da vandalização de panfletos e afixação de material de propaganda em locais proibidos por lei. Se apresentar provas, a plataforma acusa o partido Frelimo de usar viaturas do Estado na campanha.
“Houve intimidação aos jornalistas e gestores da Rádio Encontro, uso de menores nas actividades de campanha, não utilização dos espaços de antena pelos candidatos (Renamo e AMUSI), ausência dos manifestos eleitorais em todos candidatos e promessas irrealizáveis em tão curto espaço de tempo”, acusa a plataforma “Sala da Paz”.
Durante o período em referência, a plataforma de observação eleitoral reporta dois incidentes, designadamente o assassinato de um membro do MDM e confrontações verbais entre simpatizantes dos partidos Renamo, MDM e AMUSI. O comunicado não mostra, porém, a ligação que possa existir entre o assassinato do membro do MDM e a campanha eleitoral, muito menos se a vítima foi assassinada necessariamente por ser membro daquele partido.
A plataforma apela os partidos políticos a continuarem a sensibilizar os seus membros e simpatizantes contra a vandalização de panfletos e injúria; aos órgãos de comunicação social do sector público a pautarem pela cobertura isenta e imparcial.
Aos órgãos eleitorais, a sociedade civil exige o esclarecimento dos constrangimentos relacionados com os cadernos eleitorais e desorganização na formação dos membros das mesas de voto. “Foram verificados sérios problemas na actualização dos cadernos eleitorais; desorganização do processo da formação dos membros das mesas de voto e fraca abrangência dos educadores cívicos, sobretudo nas zonas suburbanas”.

Fonte: O País – 18.01.2018

PGR moçambicana acusada de inação e mutismo na investigação do assassinato de políticos

As autoridades moçambicanas não investigaram pelo menos 10 homicídios ou tentativas de homicídio com fortes motivações políticas, desde Março de 2015, cujas vítimas foram o constitucionalista Gilles Cistac, o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, os altos oficiais da Renamo, o administrador de Tica (Sofala), Jorge Abílio, e, recentemente, o presidente do município de Nampula e membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Mahamudo Amurane, de acordo com a organização internacional Human Rights Watch (WHR), que acusa a Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, de mutismo em relação ao assunto, que, também, não tem merecido esclarecimento que se espera ao nível do Serviço de Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Nem sequer existe um suspeito.
Beatriz Buchili “ainda não respondeu à carta da Human Rights Watch”, que lhe foi endereçada em Setembro de 2016, sobre “as medidas que o seu gabinete tomara para investigar ou julgar” os casos em alusão. A Polícia, cuja responsabilidade é conduzir investigações criminais, “não concluíra” alguma investigação “nem foi capaz de identificar nenhum suspeito”.

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Nampula: Desentendimento na família Amurane

Família biológica de Mahamudo Amurane critica a viúva do malogrado por, alegadamente, usar o nome da família do esposo para apoiar o candidato da FRELIMO, Amisse Cololo, às intercalares de 24 de janeiro.
A viúva do ex-edil de Nampula, Mahamudo Amurane, prometeu apoio apoio incondicional da família ao candidato da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO nas eleições intercalares em Nampula. Mas as declarações de Maria Luísa Amurane estão a gerar polémica na cidade e, em particular, no seio da família Amurane, concretamente entre os irmãos.
A família "direta" de Mahamudo Amurane, ex-autarca de Nampula assassinado em outubro passado, diz que não vai apoiar nenhum candidato e entende que a sua cunhada foi "coagida" para confundir a opinião pública.
Um dos irmãos do falecido presidente do município de Nampula, Selemane Amurane, diz à DW África, ter ficado "surpreendido" com a atitude da cunhada ao declarar apoio ao partido no poder em Moçambique, enquanto a família continua enlutada e sem o esclarecimento do assassinato da morte do seu irmão.

"Nós não apoiamos as palavras da minha cunhada. Nós ainda estamos de luto'', afirma Selemane Amurane. Ler mais (Deutsche Welle, 17.01.2018)

PRM confirma morte de sete pessoas em Cabo Delgado

A Polícia da República de Moçambique confirmou a morte de sete pessoas, vítimas de ataques de homens armados em Cabo Delgado.
Duas mortes foram registadas no distrito de Nangade, na noite passada. Segundo Inácio Dina, porta-voz do Comando Geral da PRM, as vítimas eram um enfermeiro uma outra cidadã civil, esposa de um agente económico.
As outras cinco mortes foram registadas no passado sábado, no distrito de Palma, também na sequência dos ataques de homens armados.

Fonte: O País – 17.01.2018

terça-feira, janeiro 16, 2018

Nampula: Rádio Encontro intimidada

O Núcleo Provincial do MISA em Nampula recebeu, com preocupação, a exposição da Rádio Encontro, pertencente à Igreja Católica, com sede na cidade de Nampula, de que estava a receber ameaças e intimidações vindas de “altas figuras do país”.

De acordo com a direcção da Rádio Encontro, tudo começou após esta ter denunciado, entre outras irregularidades, “actos anti-democráticos como inscrições de 50 cidadãos de alguns distritos da província de Nampula para votarem a favor do candidato do partido no poder” nas eleições intercalares de 24 de Janeiro em curso, no Município de Nampula.

“A Rádio Encontro está sendo alvo de intimidação levada a cabo por figuras de Alta Personalidade do País, que estão em campanha eleitoral na cidade de Nampula. Fomos advertidos que a Rádio Encontro vai receber nestes dias uma figura de Alto Nível do Estado Moçambicano, cuja agenda é perceber o funcionamento dessa Estação religiosa católica”, lê-se na exposição da rádio Encontro.

Na mesma denúncia, a Rádio Encontro recorda que ela “trabalha em parceria com a Comissão da Justiça e Paz da Arquidiocese de Nampula” e afirma estar “firmes na fé” e que "Se calarem a voz dos profetas as pedras falarão".

Quatro agentes da PRM acusados de homicídio em Inhambane

Quatro membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) estão detidos, em Inhambane, acusados de matar quatro pessoas.
O crime aconteceu no ano passado, no distrito de Funhalouro, local onde foram encontrados quatro corpos abandonados numa mata.
São acusados de protagonizar o crime o comandante distrital da PRM de Maxixe, o chefe das operações e outros dois chefes de sector.
Por causa das detenções, o comando distrital da Maxixe opera com uma direcção interina.
De acordo com o porta-voz do Comando Geral da PRM, Inácio Dina, o caso já está nas mãos da Procuradoria da República.

Fonte: O País – 16.01.2018

Alguns vereadores de Amurane declaram apoio a Amisse Cololo

Esta terça-feira quatro quadros que fazem parte da direcção do Conselho Municipal da Cidade de Nampula e que foram indicados pelo edil Mahamudo Amurane declaram hoje total apoio ao candidato da Frelimo, Amisse Cololo António. Trata-se de Faizal Ibramugy actual chefe de Gabinete do Presidente do Município de Nampula indicado para este carga em 2014 por Mahamudo Amurane, Francisco Manhiça actual Vereador para Finanças, Planificação, Reinaldo Pinto, actual Vereador das Obras Públicas e Saneamento e Jacinto Luciano Administrador Executivo da Empresa Municipal de Saneamento de Nampula.
Os mesmos dizem que Amisse Cololo António dentre os cinco candidatos ao cargo de Presidente do Município de Nampula é o que se apresenta em melhores condições para dar continuidade ao projecto iniciado por Mahamudo Amurane, para modernizar e desenvolver a cidade de Nampula, dai que pedem o voto de confiança dos munícipes daquela cidade, principalmente daqueles que gostariam de ver a obra de Mahamudo Amurane preservada e valorizada.
O administrador da EMUSA refuta ainda a promessa de um dos candidatos que irá remover o lixo que quase tomou de “assalto” a cidade de Nampula em sete dias. Segundo Jacinto Luciano tal promessa é falsa porque actualmente não é possível recolher lixo, porque desde que Mahamudo Amurane foi assassinado algumas contas bancárias do município estão congeladas e não há dinheiro nem para reparar alguns camiões e máquinas usadas para recolher o lixo, e sem dinheiro não é possível desbloquear em menos de sete dias. E explica que não há sabotagem tal como os apoiantes do actual edil interino advogam.
Os quatro dirigentes do município de Nampula dizem que apoiam ainda a decisão da viúva de Mahamudo Amurane, de endossar votos para o candidato da Frelimo e que a tal decisão espelha a vontade da família nuclear do malogrado e não dos restantes familiares.

Fonte: O País – 16.01.2018

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Cadernos eleitorais para intercalares de Nampula, Moçambique, são uma "confusão"

Centro de Integridade Pública critica erros constantes nos cadernos eleitorais para eleição intercalar do próximo dia 24 no município de Nampula, norte de Moçambique. ONG classifica a situação como sendo uma "confusão".
Num comunicado distribuído esta segunda-feira (15.01) em Maputo, o Centro de Integridade Pública (CIP) refere a entrega pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) de documentos em formato eletrónico com informação desorganizada, incompleta e diferente da que consta dos cadernos eleitorais impressos.
"A informação que estava nos 'flash' era diferente uma da outra e esta situação pode explicar por que razão a RENAMO e o MDM encontraram nos 'flash' informação divergente um do outro quando a mesma devia ser igual", refere aquela organização.

Pastas em falta e duplicatas sem conteúdo

Nos documentos entregues aos mandatários dos partidos, prossegue a nota, havia pastas em falta e duplicadas, que não abriam ou que não tinham conteúdo. Ler mais (Deutsche Welle, 15.01.2018)

Campanha eleitoral em Nampula decorre de forma ordeira

A Comissão Provincial de Eleições de Nampula (CPE) diz que a campanha eleitoral está a decorrer de forma ordeira e dentro do preceituado na lei.
A CPE diz ainda não ter sido registado nenhum incidente durante os seis primeiros dias da campanha.
Falando esta segunda-feira numa conferência de imprensa, Daniel Ramos, presidente da CPE, disse que durante a supervisão “conseguimos encontrar partidos políticos a fazerem campanha de uma forma ordeira e a cruzarem-se e comportarem-se de forma cívica”.
Algo salutar, sublinhou,  “é normal encontrarmos partidos políticos no mesmo local onde se faz campanha sem provocações”.
Nesta ordem de ideias, ajuntou o presidente da Comissão Provincial de Eleições de Nampula, “pensamos que até ao sexto dia, a campanha está a decorrer num ritmo normal e dentro do preceituado pela lei eleitoral e nao registamos nenhum caso de violência”, observou.
Adiante, Ramos apelou aos partidos políticos a e todos interessados nas eleições intercalares a continuarem a pautar pelo “civismo” e que não hajam “provocações”.
Sobre o processo de credenciação, Daniel Ramos indicou que “estamos a acreditar jornalistas, observadores, e, por via disso, já fizemos a credenciação de 644 observadores”.
Segundo a fonte, este número tende a crescer a avaliar pelos pedidos que continuam a entrar na Comissão Provincial de Eleições.
“Queremos também fazer o apelo a todos interessados a fazer observação deste processo de eleição intercalar de 24 de Janeiro para poderem entregar antes do dia 24. Nós vamos continuar a credenciar todos interessados até ao último dia”, fez saber.
Ramos esclareceu que o processo de credenciação de observadores iniciou há dois meses e que a CPE reuniu-se com os partidos politicos e sociedade civil, a quem “informamos sobre a necessidade de dar a documentação o mais cedo possível para podermos fazer a credenciação”.
E disse mais: “todo interessado que entregou atempadamente o seu pedido, já foi atendido. Aqueles que estão a entregar agora, nós vamos credenciar à medida que as pessoas vão entregando. O atraso da credenciação não depende de nós mas sim das pessoas que solicitam.
Destacou, ainda, o facto de os partidos politicos estarem a desenvolver campanhas de educação junto aos eleitores.

Fonte: O País – 15.01.2018

CPE de Nampula diz que caso de duplicidade de inscrição de eleitores está sob alçada da CNE

A Renamo denunciou o facto de eleitores aparecerem em vários cadernos eleitorais, o que viola o princípio da não duplicidade da inscrição.
O maior partido da oposição denunciou ainda o branqueamento de cadernos eleitorais em formato electrónico.
Esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa, Daniel Ramos, presidente da Comissao Provincial de Eleições de Nampula, abordou o caso e foi evasivo na sua explanação: “Houve, como parte de preparação deste processo, como uma parte de preparação das eleições, uma reclamação da Renamo endereçada à Comissão Nacional de Eleições que falava de cadernos. Esta questão está na alçada da Comissão Nacional de Eleições e pensamos que, neste momento, tenha respondido a esta reclamação”.
Daniel Ramos garante que nenhum caderno foi omisso, mas reconheceu a ocorrência de erros que já foram “corrigidos”.
“Toda a pessoa que maneja computador sabe quais são os constrangimentos que podem aparecer no computador. Estamos a falar de um recenseamento de 2013/2014. É óbvio que um e outro flash nao tivesse sido trazido informação própria.
O presidente da CPE de Nampula aproveitou a ocasião para “convidar a todos cidadãos a irem com os seus cartões nos locais onde se recensearam para conferirem se os seus nomes estão lá”.

Fonte: O País – 15.01.2018

quinta-feira, janeiro 11, 2018

Centralismo democrático vs democracia participativa

Há quase uma semana lancei a questão sobre o CENTRALISMO DEMOCRÁTICO. Infelizmente não tive nenhuma contribuição talvez por ser algo que não se fala tanto praticamente desde os meados dos anos 80. Contudo, o que me fez levantar esta questão, é o facto de segundo a observação o que mais se pratica em Moçambique em todos os partidos políticos, associações, etc, ser uma mistura entre o CENTRALISMO DEMOCRÁTICO, tipo de democracia em regimes comunistas-leninistas e a democracia contemporânea que se caracteriza por representativa e participativa. Nessa minha observação,exerce-se a representativa através de eleições cíclicas e no lugar da participativa exerce-se o centralismo democrático. 

A principal característica do centralismo democrático é diante de qualquer questão importante dum partido ou associação as bases tem o direito à discussão livre da mesma, eventualmente podendo até mesmo constituir facções, mas a decisão final cabe à liderança ou seja ao líder a que ou quem se considera extraordinariamente sábia/o, clarividente, visionária/o.
 
Estranhamente, o centralismo democrático é a que quase toda a nossa sociedade está imbuida apesar de um desejo ardente à democracia participativa. A título de exemplo, e eu já havia colocado esta questão na altura, aquando do congresso da Frelimo, jornalistas e comentadores nacionais falavam de Filipe Nyusi de quem ia tomar esta e aquela decisão. O mesmo se fez aquando do congresso do MDM em que quem ia tomar decisões era Daviz Simango. Portanto, em nenhum momento se falava de decisões de congressitas ou apenas do congresso. Por consequência desta concepção, tenho em mim que muitos membros de partidos políticos, associações em Moçambique se perdem à procura de agradar os supostos sábios, clarividentes e ou visionários, mas de uma forma camuflada o que estagna a democracia interna. Nas bases não há decisões locais para a solução dos problemas locais.

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1. Durante o congresso do MDM em que eu participei, Daviz interveio (discurso) apenas na abertura e no encerramento. Então, tínhamos o poder de decisão, se tivéssemos sido de uma outra escola que a do centralismo democrático.
2. Quanto ao conceito do centralismo democrático há muitos artigos na net.

É oficial: Equador concede cidadania a Julian Assange

O Equador concedeu cidadania a Julian Assange, o ativista que vive há mais de cinco anos na embaixada desse país em Londres.

A decisão do Equador de atribuir cidadania ao fundador da WikiLeaks foi dada a conhecer esta quinta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, refere a Reuters. A decisão, que confirma o que os meios de comunicação do Equador escreveram esta terça-feira, é conhecida no dia em que Londres decidiu não conceder estatuto diplomático a Assange. 

Julian Assange refugiou-se na embaixada do Equador em Londres em junho de 2012 para escapar ao mandado de detenção europeu emitido pela Suécia, na sequência de acusações de violação, as quais sempre negou, alegando que as relações sexuais com a queixosa foram consentidas.
O mandado foi retirado em maio do ano passado, depois de a procuradoria sueca ter anunciado o abandono do processo por violação contra o fundador do WikiLeaks, encerrando uma saga judicial que durava desde 2010.

Apesar da decisão da procuradoria sueca, Assange continua na representação diplomática por receio de ser detido pelas autoridades britânicas e deportado para os Estados Unidos, onde pode ser julgado pela publicação de documentos militares e diplomáticos confidenciais. Ler mais (Notícias ao Minuto)

quarta-feira, janeiro 10, 2018

SERNIC, criado há um ano, sem novidades sobre o assassinato de políticos em Moçambique

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), criando através da Lei número 2/2017, de 09 de Janeiro, parou, na terça-feira (09), para assinalar a passagem do primeiro aniversário, numa altura em que vários crimes continuam por esclarecer, entre eles o assassinato e atentado contra a de vida dos membros dos partidos políticos da oposição e académicos. Sobre este assunto, não se tem ainda novos desenvolvimentos e o director-geral daquela entidade fala, sem pormenores, de investigações em curso, a mesma justificação em que se escudou, durante anos da sua vigência, a extinta Polícia de Investigação Criminal (PIC), bem como a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entre 2016 e 2017, mais de uma dezenas de membros da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), incluindo quadros seniores, foram mortos a tiros, alguns nas suas residências e em plena luz do dia, sobretudo na cidade de Maputo e nas províncias de Sofala, Tete, Nampula e da Zambézia. Outros ainda sobreviveram por um golpe de sorte, mas com graves sequelas e traumas.
O último alvo dos supostos bandidos foi o membro do MDM e edil da cidade de Nampula, Mahamudo Amurane, morto a tiros em pleno dia da paz, na sua casa, na noite de 04 de Outubro de 2017.

África do Sul : Parlamento inicia hoje procedimentos para destituição de Jacob Zuma

O Parlamento sul-africano inicia hoje (quarta-feira) com término para quinta-feira, a revisão de normas para a destituição do presidente da República, visando concretamente o actual chefe de Estado, Jacob Zuma.
Para isso, a comissão da Assembleia Nacional encarregue da revisão das normas deve deliberar um texto sobre procedimentos a serem aplicadas na secção 89 (1) da Constituição referente  “a Remoção do presidente", como tinha anunciado o parlamento num comunicado divulgado domingo (07 de Janeiro).
Uma vez aprovado pela comissão, "o procedimento deverá ser adoptado pela Assembleia Nacional", precisa o parlamento na sua nota.
Assim, o Parlamento segue recomendações do Tribunal Constitucional, a mais alta instância judicial do país, que lhe ordenou nos finais de Dezembro de 2017 para “ pôr em marcha mecanismos que podem ser utilizados para a destituição do presidente”.

Moçambique: Um arquivamento no caso Embraer não pode constituir alarme, diz CIP

O Ministério Público concluiu que suspeitas de mau uso de fundos públicos na LAM são improcedentes e processo referente a esta acusação foi arquivado. CIP diz que isso não é problema: há outras acusações no caso Embraer.

Este caso diz respeito à aquisição de dois aviões à brasileira Embraer pela LAM, a companhia aérea de Moçambique, entre 2008 e 2009. Estariam envolvidos o ex-ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, o ex-PCA (Presidente do Conselho de Administração) da LAM, José Viegas, e um gestor sénior da Sasol, Mateus Zimba. Mas há outras acusações, como por exemplo de corrupção, onde a Embraer teria subornado as figuras em causa com um valor de 741 mil euros. E o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) já comunicou que esses casos serão submetidos a "atos subsequentes". A DW África ouviu o investigador do Centro de Integridade Pública (CIP) Anastácio Bibiane sobre o caso.

DW África: Os dados da Justiça brasileira, que também investiga o assunto, não teriam fundamento para o processo em Moçambique?

Anastácio Bibiane (AB):  Eu penso que tem de ser dito é o que consta dos autos. A prova indiciária que tiver sido reunida no processo é que vai ditar que tipo de crimes é que os gestores incorreram. Penso que isso não pode constituir alarme. Isto é em função do que foi a investigação, a prova produzida, os elementos reunidos no processo para se aquilatar o tipo de crimes que os indiciados praticaram. Penso que isso não pode constituir problema, porque há outros crimes em que estão indiciados os gestores que terão de responder por eles. E haverá responsabilização. Ler mais (Deutsche Welle, 10.01.2018)

Nampula: Membro do MDM é assassinado no primeiro dia da campanha

O membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Buana Agostinho Buana, foi morto na noite do primeiro dia da campanha, terça-feira (09.01), quando este acabava de colar panfletos do seu candidato, Carlos Saíde.
No segundo dia da campanha eleitoral em Nampula, alguns elementos do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), tiveram que interromper as suas atividades para se juntarem na tarde desta quarta-feira (10.01), à família de Buana Agostinho Buana, assassinado na noite de terça-feira (09.01), por desconhecidos na zona do campo dos Macondes, bairro de Namutequeliua, na cidade de Nampula, quando participava na campanha do seu partido.
O MDM lamenta a morte de Buana Agostinho Buana e atribui o ato a motivações políticas que no seu entender visa enfraquecer aquela formação política.
Segundo informaram fontes do MDM, Buana que também era moto-taxista, acabava de efetuar colagens de cartazes do seu partido e foi solicitado por pessoas não identificadas, alegadamente para um serviço de transporte na noite de terça-feira (09.01).
A mãe  da vítima, Tina Mário, que também é presidente da Liga da Mulher do MDM no bairro de Namutequeliua, na cidade de Nampula contou à DW África que: "Ele chegou em casa por volta das 18 horas, mas disse que queria sair, porque umas pessoas lhe tinham telefonado dizendo que necessitavam de um serviço de táxi. Depois de sair, esperamos por ele até por volta da meia-noite quando vieram três homens que pararam na estrada, próximo da minha casa, e pedi-lhes para que se aproximassem, porque já era noite. Quando se aproximaram, disseram que vinham me informar que o meu filho fora agredido mortalmente''.  Ler mais (Deutsche, 10.01.2018)

terça-feira, janeiro 09, 2018

Todos nós somos actores no nosso processo democrático

A bem do nosso processo democrático, a bem da nação, a imprensa pública como a privada devíam dar tempo de antena e de forma mais equilibrada a todos os partidos e associações e respectivos candidatos das eleições intercalares de Nampula. Contudo, observado no último jornal da noite da STV, o PAHUMO e AMUSI não gozaram do mesmo direito e nem houve comentário se estes sairam à rua ou não. Todos nós somos actores importantes do nosso processo democrático.

A Campanha das Eleicões Intercalares de Nampula